Ensinamentos sobre a liturgia do Santo Padre Francisco - Liturgia e vida

O bom sacerdote reconhece-se pelo modo como é ungido o seu povo; temos aqui uma prova clara. Nota-se quando o nosso povo é ungido com óleo da alegria; por exemplo, quando sai da Missa com o rosto de quem recebeu uma boa notícia. O nosso povo gosta do Evangelho quando é pregado com unção, quando o Evangelho que pregamos chega ao seu dia a dia, quando escorre como o óleo de Aarão até às bordas da realidade, quando ilumina as situações extremas, «as periferias» onde o povo fiel está mais exposto à invasão daqueles que querem saquear a sua fé. As pessoas agradecem-nos porque sentem que rezámos a partir das realidades da sua vida de todos os dias, as suas penas e alegrias, as suas angústias e esperanças. E, quando sentem que, através de nós, lhes chega o perfume do Ungido, de Cristo, animam-se a confiar-nos tudo o que elas querem que chegue ao Senhor: «Reze por mim, padre, porque tenho este problema», «abençoe-me, padre», «reze para mim»… Estas confidências são o sinal de que a unção chegou à orla do manto, porque é transformada em súplica – súplica do Povo de Deus. Quando estamos nesta relação com Deus e com o seu Povo e a graça passa através de nós, então somos sacerdotes, mediadores entre Deus e os homens. O que pretendo sublinhar é que devemos reavivar sempre a graça, para intuirmos, em cada pedido – por vezes inoportuno, puramente material ou mesmo banal (mas só aparentemente!) –, o desejo que tem o nosso povo de ser ungido com o óleo perfumado, porque sabe que nós o possuímos. Intuir e sentir, como o Senhor sentiu a angústia permeada de esperança da hemorroíssa quando ela Lhe tocou a fímbria do manto. Este instante de Jesus, no meio das pessoas que O rodeavam por todos os lados, encarna toda a beleza de Aarão revestido sacerdotalmente e com o óleo que escorre pelas suas vestes. É uma beleza escondida, que brilha apenas para aqueles olhos cheios de fé da mulher atormentada com as perdas de sangue. Os próprios discípulos – futuros sacerdotes – não conseguem ver, não compreendem: na «periferia existencial», vêem apenas a superficialidade duma multidão que aperta Jesus de todos os lados quase O sufocando (cf. Lc 8, 42). Ao contrário, o Senhor sente a força da unção divina que chega às bordas do seu manto.
É preciso chegar a experimentar assim a nossa unção, com o seu poder e a sua eficácia redentora: nas «periferias» onde não falta sofrimento, há sangue derramado, há cegueira que quer ver, há prisioneiros de tantos patrões maus. Não é, concretamente, nas auto-experiências ou nas reiteradas introspecções que encontramos o Senhor: os cursos de auto-ajuda na vida podem ser úteis, mas viver a nossa vida sacerdotal passando de um curso ao outro, de método em método leva a tornar-se pelagianos, faz-nos minimizar o poder da graça, que se activa e cresce na medida em que, com fé, saímos para nos dar a nós mesmos oferecendo o Evangelho aos outros, para dar a pouca unção que temos àqueles que não têm nada de nada.
Insegnamenti sulla liturgia del Santo Padre Francesco
O sacerdote, que sai pouco de si mesmo, que unge pouco – não digo «nada», porque, graças a Deus, o povo nos rouba a unção –, perde o melhor do nosso povo, aquilo que é capaz de activar a parte mais profunda do seu coração presbiteral. Quem não sai de si mesmo, em vez de ser mediador, torna-se pouco a pouco um intermediário, um gestor. A diferença é bem conhecida de todos: o intermediário e o gestor «já receberam a sua recompensa». É que, não colocando em jogo a pele e o próprio coração, não recebem aquele agradecimento carinhoso que nasce do coração; e daqui deriva precisamente a insatisfação de alguns, que acabam por viver tristes, padres tristes, e transformados numa espécie de coleccionadores de antiguidades ou então de novidades, em vez de serem pastores com o «cheiro das ovelhas» – isto vo-lo peço: sede pastores com o «cheiro das ovelhas», que se sinta este –, serem pastores no meio do seu rebanho, e pescadores de homens. É verdade que a chamada crise de identidade sacerdotal nos ameaça a todos e vem juntar-se a uma crise de civilização; mas, se soubermos quebrar a sua onda, poderemos fazer-nos ao largo no nome do Senhor e lançar as redes. É um bem que a própria realidade nos faça ir para onde, aquilo que somos por graça, apareça claramente como pura graça, ou seja, para este mar que é o mundo actual onde vale só a unção – não a função – e se revelam fecundas unicamente as redes lançadas no nome d’Aquele em quem pusemos a nossa confiança: Jesus.
Amados fiéis, permanecei unidos aos vossos sacerdotes com o afecto e a oração, para que sejam sempre Pastores segundo o coração de Deus.
Amados sacerdotes, Deus Pai renove em nós o Espírito de Santidade com que fomos ungidos, o renove no nosso coração de tal modo que a unção chegue a todos, mesmo nas «periferias» onde o nosso povo fiel mais a aguarda e aprecia. Que o nosso povo sinta que somos discípulos do Senhor, sinta que estamos revestidos com os seus nomes e não procuramos outra identidade; e que ele possa receber, através das nossas palavras e obras, este óleo da alegria que nos veio trazer Jesus, o Ungido. Amen.

Ensinamentos sobre a liturgia do Santo Padre Francisco - Liturgia e beleza

Amados irmãos e irmãs,
Com alegria, celebro pela primeira vez a Missa Crismal como Bispo de Roma. Saúdo com afecto a todos vós, especialmente aos amados sacerdotes que hoje recordam, como eu, o dia da Ordenação
As Leituras e o Salmo falam-nos dos «Ungidos»: o Servo de Javé referido por Isaías, o rei David e Jesus nosso Senhor. Nos três, aparece um dado comum: a unção recebida destina-se ao povo fiel de Deus, de quem são servidores; a sua unção «é para» os pobres, os presos, os oprimidos… Encontramos uma imagem muito bela de que o santo crisma «é para» no Salmo 133: «É como óleo perfumado derramado sobre a cabeça, a escorrer pela barba, a barba de Aarão, a escorrer até à orla das suas vestes» (v. 2). Este óleo derramado, que escorre pela barba de Aarão até à orla das suas vestes, é imagem da unção sacerdotal, que, por intermédio do Ungido, chega até aos confins do universo representado nas vestes.
Insegnamenti sulla liturgia del Santo Padre Francesco
As vestes sagradas do Sumo Sacerdote são ricas de simbolismos; um deles é o dos nomes dos filhos de Israel gravados nas pedras de ónix que adornavam as ombreiras do efod, do qual provém a nossa casula actual: seis sobre a pedra do ombro direito e seis na do ombro esquerdo (cf. Ex 28, 6-14). Também no peitoral estavam gravados os nomes das doze tribos de Israel (cf. Ex 28, 21). Isto significa que o sacerdote celebra levando sobre os ombros o povo que lhe está confiado e tendo os seus nomes gravados no coração. Quando envergamos a nossa casula humilde pode fazer-nos bem sentir sobre os ombros e no coração o peso e o rosto do nosso povo fiel, dos nossos santos e dos nossos mártires, que são tantos neste tempo.
Depois da beleza de tudo o que é litúrgico – que não se reduz ao adorno e bom gosto dos paramentos, mas é presença da glória do nosso Deus que resplandece no seu povo vivo e consolado –, fixemos agora o olhar na acção. O óleo precioso, que unge a cabeça de Aarão, não se limita a perfumá-lo a ele, mas espalha-se e atinge «as periferias». O Senhor dirá claramente que a sua unção é para os pobres, os presos, os doentes e quantos estão tristes e abandonados. A unção, amados irmãos, não é para nos perfumar a nós mesmos, e menos ainda para que a conservemos num frasco, pois o óleo tornar-se-ia rançoso... e o coração amargo.

Agradecimento - Encontro Diocesano dos Servidores do Altar

       

01 – Lemos na Encíclica Lumen Fidei: “A natureza sacramental da fé encontra a sua máxima expressão na Eucaristia. Esta é alimento precioso da fé, encontro com Cristo presente de maneira real no seu ato supremo de amor: o dom de Si mesmo que gera vida.” Portanto, a Deus, o Senhor e Rei da nossa história e da nossa fé, já elevamos na Santa Missa a maior ação de graças: O sacrifício Redentor de seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. A Ele nosso louvor, adoração e agradecimento por todas as graças recebidas no decorrer deste ano que se encerra e nosso pedido: “Aumenta a Nossa Fé”

02 – Agradecemos também a esta comunidade paroquial, São José, que hoje nos acolhe e que há tantos meses vêm se preparando para este dia de encontro. Na pessoa do Pároco, o Reverendíssimo Pe. João Ribeiro e a Coordenação Paroquial dos Sevidores do Altar o nosso “Muito Obrigado”. Sem o apoio, o incentivo e a acolhida tão fraterna que aqui encontramos, não seria possível a realização do nosso encontro. Então a todos que colaboraram de uma forma ou outra, pois sabemos que toda a paróquia se envolveu nos trabalhos, nosso agradecimento e nossas preces junto a Deus, para que derrame abundantes graças sobre todos.

03 – Às Coordenações Paroquiais dos Servidores do Altar, Coroinhas, Acólitos e Cerimoniários de todas as Comunidades, agradecemos pelo empenho para estarmos todos unidos neste dia tão propício para celebrarmos e refletirmos sobre o Mysterium Fidei, no Encerramento do Ano da Fé, na Solenidade de Cristo Rei do Universo. A vocês também somos gratos pelo trabalho realizado nas bases, nas comunidades, no empenho que fazemos para tornarmo-nos sempre comunidades de comunidades, para cumprir nosso Plano da Ação Evangelizadora e, pela renovação Paroquial, formarmos uma nova paróquia. Sem o trabalho dos servidores do altar, das coordenação paroquiais, sempre em comunhão com os Párocos, o Bispo e com a Coordenação Diocesana é impossível que tenhamos em todas as paróquias, em número tão expressivo, tantas crianças, jovens e adolescentes dedicados ao serviço do Altar. Neste dia em que celebramos o Dia do Leigo e da Leiga renova-se nosso compromisso em servir. Portanto a todos: muito obrigado!

04 – Reverendíssimo Pai, Dom Dirceu, ao senhor, nosso pastor agradecemos por sempre nos acompanhar com tanto amor, zelo e carinho, por se fazer presente com constância, firmeza e paciência, por, de fato, ser a Imagem de Cristo, o Bom Pastor que visita e apascenta o seu povo.
Esta casula que o senhor veste e que hoje lhe presenteamos traz gravada no galão a imagem do Bom Pastor, O Profeta Isaías anuncia a vinda do Senhor Deus, Rei Soberano, que “como um pastor, cuida do rebanho, e com seu braço o reúne; leva os cordeirinhos no colo e guia mansamente as ovelhas que amamentam". Desta forma nos sentimos ao saber que temos um pastor, um bispo, que nos ama e guia seu rebanho, a ponto, disso temos certeza, de dar a vida pelas suas ovelhas, a exemplo do próprio Cristo. Ainda sobre a casula faz bem lembrar as palavras do Papa Francisco dirigidas aos sacerdotes na missa Crismal deste ano: Quando envergamos a nossa casula humilde pode fazer-nos bem sentir sobre os ombros e no coração o peso e o rosto do nosso povo fiel, dos nossos santos e dos nossos mártires, que são tantos neste tempo.
Neste ano o nosso encontro apresenta como tema central a Luz da Fé, A luz que é o próprio dom trazido por Cristo, Luz do Mundo. Este dia em que celebramos nosso encontro, nesta Santa Missa celebrada pelo senhor, nos alegramos, porque em comunhão com a Igreja renovamos nossa fé no Deus Vivo. O senhor, nosso bispo, mais uma vez nos confirmou na fé, e continua a nos guiar para beber das fontes vivas, puras e verdadeiras da fé.
Ensina-nos o Decreto do Concilio Vaticano II Christus Dominus sobre o múnus pastoral do Bispo que os bispos “No exercício do seu múnus de ensinar, anunciem o Evangelho de Cristo aos homens, (...)chamando-os à fé com a fortaleza do Espírito ou confirmando-os na fé viva. Proponham-lhes na sua integridade o mistério de Cristo, isto é, aquelas verdades que não se podem ignorar sem ignorar o mesmo Cristo. E ensinem-lhes o caminho que Deus revelou para ser glorificado pelos homens e estes conseguirem a bem-aventurança eterna.
Aquele que ama verdadeiramente Jesus Cristo, ama a sua Igreja, ama o Santo Padre o Papa, ama o seu Bispo e ama seus irmãos e irmãs na fé, portanto, quem não está em comunhão com o bispo, não está em comunhão com a Igreja, nem com Cristo. Por isso, Dom Dirceu, conte sempre com nosso apoio, amor, obediência e fidelidade filial, que hoje, neste dia todos renovamos.
Que Deus Pai, em Jesus Cristo, Rei do Universo, na força do Paráclito o conceda força em seu múnus episcopal, para que continue por longos anos nos apascentando, confirmando na fé, ensinando e santificando. Que Maria, sob o título de Guadalupe, vele pelo senhor em todos os momentos, e como Mãe que é, seja conforto nas dificuldades, auxílio nas tribulações e companheira exemplar no serviço.
Pedimos também sua oração por cada um de nós, Servidores do Altar, para que sejamos sempre fiéis e obedientes, e, sobretudo, atuemos com e pelo amor a serviço do Mistério da Fé, seja na Sagrada Liturgia seja no testemunho em todos os lugares por onde passarmos.
Obrigado e pedimos sua bênção.


São José das Palmeiras, 24 de novembro de 2013, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, Encerramento do Ano da Fé


Lucas Marciel da Silva
Coordenador Diocesana dos Servidores do Altar

III Encontro Diocesano dos Servidores do Altar

Ontem, Domingo, dia 24 de novembro, foi realizado o III Encontro Diocesano dos Servidores do Altar, na Paróquia São José em São José das Palmeiras. Participaram do encontro aproximadamente 450 Servidores do Altar de toda a Diocese.

Os participantes foram acolhidos com o café da manhã. Às 9h30 teve início a Missa na Solenidade de Cristo Rei do Universo e de Encerramento do Ano da Fé. A Eucaristia foi celebrada pelo Bispo Diocesano Dom Dirceu Vegini e concelebrada pelo pároco Pe. João Ribeiro. O bispo falou sobre a importância de professar a fé, sem jamais perder de vista a luz da fé: Jesus Cristo, que na Cruz entregou sua vida para nossa Salvação. Citando o dia do leigo e da leiga, o bispo agradeceu o empenho e trabalho de todos os coroinhas, acólitos e Cerimoniários da diocese, bem como dos adultos que acompanham estes servidores, pedindo que sejam todos perseverantes. “É o amor que motiva e impele ao serviço, por isso, Servidores do Altar, sirvam sempre, em todos os lugares com amor, a exemplo de Maria, a humilde serva do Senhor”. Após a homilia todos, com velas acesas, professaram a fé com a oração do Credo Nicenoconstantinopolitano.

Após a Missa os coroinhas e acólitos participaram de um momento de formação conduzido pelos cerimoniários Everton dos Santos e Cristian Loch, que falaram sobre a “Luz da Fé”. As coordenações paroquiais e cerimoniários participaram de uma reunião com a Coordenação Diocesana, na qual foram abordados vários assuntos, foi repassada a programação para 2014, pré-definido o local do próximo encontro diocesano, que será dia 19 de outubro de 2014, a princípio, na Paróquia São Miguel. Também foram eleitos os novos coordenadores de área: Área 1: Jonatas Luiz da Rocha Comin (Paróquia Catedral Nossa Senhora de Guadalupe); Área 2: Lori Josefa Roden Verza (Paróquia São Miguel); e Área 3: Lucas Mocellin (Paróquia Santa Catarina de Alexandria).


Após o almoço, os Servidores do Altar da paróquia São José preparou uma série de atividades e brincadeiras para os presentes. Às 16h o encontro foi encerrado com o lanche.


Ao Bispo Diocesano, Dom Dirceu, à coordenação paroquial dos Servidores do Altar de São José, ao pároco Pe. João Ribeiro e toda a comunidade, à Coordenação Diocesana de Liturgia, enfim a todos que se envolveram na organização e promoção do encontro, a Coordenação Diocesana agradece e roga a Deus que abençoe a todos.

Às Coordenações paroquiais e aos coroinhas, acólitos e cerimoniários que participaram, também os agradecimentos por parte da Coordenação Diocesana dos Servidores do Altar.



























Fotos: Lilian Bartz

Investidura de Novos Cerimoniários



O Bispo Diocesano, Dom Dirceu Vegini, presidiu a Santa Missa na Solenidade de Pentecostes na Paróquia Santa Teresinha, e nela investiu quatorze novos cerimoniários de várias paróquias da diocese.


Em sua homilia o bispo pediu que todos se abram à graça do Espírito Santo e acolham os seus dons. Reforçando que se tivéssemos a consciência plena do que é ter incutido em nós o Paráclito e ter recebido seu dom iríamos todos agir de forma diferente, testemunhando sem cessar e com amor e alegria o Ressuscitado. Aos novos cerimoniários agradeceu por terem se colocado à disposição em servir e pediu que sejam fiéis e obedientes à Igreja, aos pastores e aos seus párocos.


A Coordenação Diocesana dos Coroinhas Cerimoniários e Acólitos agradece ao Bispo Diocesano pelo apoio e pela presidência da Santa Missa; ao Padre Antônio Viana por ter acolhido a todos na Paróquia Santa Teresinha e sempre acompanhar e zelar pela pastoral, da qual é assessor; aos párocos que enviaram os jovens, pela confiança; e aos novos cerimoniários pela disponibilidade e doação.

Confiados a Maria, a escrava humilde e cheia de fé e certos de que o Senhor acompanha e fortalece a todos aqueles que fielmente colocam-se a serviço da sua Igreja.

Coordenação Diocesana