Mostrando postagens com marcador Diocese de Foz do Iguaçu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diocese de Foz do Iguaçu. Mostrar todas as postagens

Orientações Pastorais para o Natal.


O Criador que tudo sustenta nas suas mãos, de quem todos nós dependemos, faz-Se pequeno e necessitado do amor humano. Deus está no curral.
Papa Bento XVI

1.     O Tempo do Natal se estende desde as I Vésperas do Natal do Senhor até o Domingo após o dia 6 de janeiro. O espaço celebrativo deve ser sóbrio; a cor litúrgica é branco. As flores devem expressar a alegria da comunidade ao anúncio feito pelo anjo na Noite santa do Natal.
2.       Na primeira missa (“da noite / dia 24”) preparar próximo ao Ambão ou em outro lugar visível uma pequena mesa para depositar a imagem do Menino Jesus e o Evangeliário ou Lecionário, que após a proclamação do Evangelho deverá ficar aberto atrás da imagem do Menino Jesus, ‘E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós’ (Jo 1, 14). A imagem pode já estar na mesa preparada, coberta com um véu (paninho) e descoberto após o Anúncio do Natal, durante o Hino do Glória.
3.   O Anúncio do Natal (conhecido também como canto das Kalendas) é entoado após o Ato Penitencial e antes do Hino do Glória na Missa da Vígilia no dia 24. Para facilitar, entoa-se com tom salmódico. A letra encontra-se no Diretório da Liturgia e da organização da Igreja no Brasil 2012 pág. 39.
4.    Entoar solene o Hino do Glória, omitido durante todo o Advento e tão esperado na Noite de Natal. Os coroinhas e acólitos poderão tocar os sinos (sinetas, carrilhão), manifestando a alegria da festa que celebramos. Cuidar para não substituir o Hino do Glória da liturgia por cantos similares do tempo natalino.
5.     Escutar de modo novo a Palavra de Deus: Ele fala pela Sagrada Escritura, pela Eucaristia, pelas pessoas, pelos pobres e nos acontecimentos. Atenção: dar destaque ao Evangeliário (onde é possível, uma vez que nem todas as comunidades tem o Livro Litúrgico) na procissão de entrada, e que a Palavra de Deus seja proclamada pelos ministros leigos (leitores) do Lecionário e não de folhetos que depois são jogados fora. Preparar bem os leitores e salmistas. Mais que leitura, a Palavra de Deus deve ser proclamada com alegria, convicção e, sobretudo compreendida pela comunidade reunida.
6.    Dar um tempo de silêncio após as leituras, antes de iniciar a homilia, possibilitando um diálogo amoroso, orante e comprometido entre Deus e a assembleia.
7.  Valorizar neste tempo o Credo Niceno-constantinopolitano, que contém as verdades fundamentais da fé. Nas palavras “e se encarnou... até ...e se fez homem” na Missa da Vígilia todos genufletem (os que tem saúde nos joelhos). Para facilitar a oração da assembleia, o Credo pode ser projetado no multimídia. Atenção: conferir a fórmula do Credo no Missal Romano pág. 400. Cuidar para não retirar da internet existe variações na fórmula com as Igrejas Orientais.
8.   No ofertório junto com os dons que vão para a mesa do Altar, crianças podem oferecer ramalhetes de flores à imagem do Menino Jesus. Cuidar para as flores não serem maiores que a imagem e tirar a visualização do Menino; se for o caso, depositem as flores no chão.
9.   Após a Bênção Final, introduzir o Menino Jesus no presépio e convidar a assembleia para  contemplar a cena de Belém; pode-se cantar o hino Noite Feliz.
10.  Após a Santa Missa, valorizar o abraço e o desejo de Feliz Natal de Jesus entre as pessoas reunidas em oração.

Nota importante:

Não descaracterizar o sentido do Natal Cristão com pisca-piscas, festões, fitas, luzes e bolas coloridas no presbitério. Cuidado para não levar para dentro da Igreja e para o Templo, a mentalidade consumista do “natal” presente em nossa sociedade. É o Natal de Jesus, na simplicidade e na alegria cristã que devem ter o maior brilho.


Homilia


CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA E ABERTURA DO
 1º ENCONTRO MUNDIAL DE JOVENS DA RCC
XXX CONGRESSO NACIONAL DA RCC

Homilia de Dom Dirceu Vegini

Foz do Iguaçu
Terça-feira 10 de junho de 2012

Como Pastor desta Diocese, digo-vos de coração aberto e com muita alegria, entrem, sentem, a casa é de todos vocês, vamos partilhar como irmãos e amigos tantas graças e bênçãos que Deus, com certeza, tem reservadas para nós.
A luz de um momento pode iluminar toda uma vida.
Com este pensamento, amados jovens, amados irmãos e irmãs, que a partir de hoje se unem e se reúnem para celebrar este importante Congresso da Renovação Carismática Católica, assim como o Encontro Mundial de Jovens, aqui, nesta Igreja Particular, cujos temas vão de encontro com a Liturgia da Palavra à nós, hoje, dirigida. O tema, “Apascenta as minhas ovelhas”(Jo 21,17), pedido de Jesus ao apóstolo Pedro após perguntar à ele três vezes se O amava e que inspira o Congresso Nacional da RCC nos coloca no espírito do Evangelho que acabamos de ouvir, Ele que ama as multidões e dela se compadece pede para que rezemos ao Senhor da messe, ela precisa de muitos servidores que aspiram a santidade. E o outro tema “Em Jesus, as nações porão sua esperança”(Mt 12,21) palavra do Profeta Isaias aqui lembradas pelo evangelista Mateus e que inspira o Encontro Mundial de Jovens, nos coloca no espírito da primeira leitura, afinal só em Jesus Cristo encontramos o verdadeiro sentido da vida e para a vida, os ídolos são castelos de areia que quase nada precisam para jogá-los por terra. Caros jovens a pureza de vida só se alcança no desejo profundo da santidade.  
Nós todos nos unimos e reunimos aqui porque acreditamos firmemente em nossa vocação universal à santidade. E o que é a Santidade? Garanto à todos que não é algo extraordinário, mas a consequência ordinária do amadurecimento da alma. Nosso Beato, João Paulo II, na carta apostólica Novo Millenio Ineunte, diz-nos que esta é uma verdade que diz respeito a todos os cristãos: Perguntar a um batizando: Queres receber o batismo?, significa ao mesmo tempo interrogá-lo: Queres fazer-te santo?. Este ideal não é um caminho extraordinário, que possa ser percorrido apenas por algum “gênio” da santidade, mas o caminho ordinário que deve ser palmilhado por qualquer cristão.
Chegar à santidade, repetimos, é tão normal para um cristão como chegar à plena maturidade. A santidade é o fruto maduro da vida espiritual. A árvore dá naturalmente o seu fruto: os frutos constituem  o último esforço da árvore, a sua natural consequência e, ao mesmo tempo, o mais nobre resultado que ela é capaz de produzir; o que assegura a conservação da espécie e, na linguagem mais comum, o mais gostoso que ela pode oferecer: “Chama-se fruto – escreve São Tomás de Aquino – ao produto da planta que chega à perfeição e tem certa doçura”. E a santidade é – insisto, muito amados irmãos e irmãs – o fruto natural, perfeito, sazonado, da vida que nos foi comunicada pelo Batismo.
Antes da constituição do mundo, Deus nos elegeu para sermos santos(Ef 1,4). Fomos eleitos para a santidade antes de sermos criados. Ou melhor, fomos criados porque tínhamos sido eleitos para sermos santos. Na palavra santidade devem estar compreendidos todos os nossos projetos. Isto é o que integra o sentido da nossa vida. Se não somos santos estamos frustrando os desígnios de Deus e também a nossa própria realização pessoal.
Meus irmãos e irmãs, prestaram bem atenção no que nos fala o Profeta Oséias na 1ª leitura? O que dizer de nosso tempo? Não é exatamente isso o que está acontecendo? A pós-modernidade, como se sabe, acentua a fragmentação do indivíduo, privatiza-o, especifica. Newton Duarte em Crítica ao fetichismo da individualidade chama a pós modernidade de “expressão teórica da barbárie produzida em escala crescente pelo capitalismo”. E, nenhum outro grupo social vive o ethos modernizante de forma mais acentuada do que a juventude. Numa ode ao progresso , os jovens vivem o carpe diem e o self made man como máximas a serem seguidas. Tudo é em si e para si. Para a sobrevivência do espólio da modernidade é necessário inculcar  nas novas gerações, em especial nos adolescentes e jovens, os valores modernizantes em que o imperativo é consumir. A força ideológica da modernidade torna-se um “imaginário social” aceito e participado por todos os jovens. É esse imaginário social que define o que e como consumir. Sim, não basta consumir, é necessário consumir produtos específicos. Produtos que  são motivos de culto e celebração e, portanto, fetichizados, tornando-se razão do próprio ser: eu sou aquilo que consumo.
Nesse processo o jovem é coisificado, mas também nós adultos. Somos tomados como objetos que estão para serem consumidos. A questão está em que, ao ser consumido, o objeto perde o encanto; desfetichizado ele não encontra “sentido” de existir. Precisa ser descartado. Assim fazemos com celulares, com computadores, roupas.... e assim fazemos com as relações pessoais.
Queridos jovens, assim nos falou nosso Papa Bento XVI: “a felicidade que buscais, a felicidade que tendes o direito de saborear, tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, oculto na Eucaristia. Só ele dá plenitude de vida à humanidade. Dizei com Maria, o vosso “sim” ao Deus que quer entregar-se a vós. Quem deixa entrar Cristo  na sua vida não perde nada, nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Só com esta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta. Estai plenamente convencidos: Cristo não tira nada do que há de formoso e grande em vós, mas leva tudo à perfeição para a glória de Deus, a felicidade dos homens e mulheres e a salvação do mundo. A Igreja precisa de Santos. Todos estamos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade.” Quem exclui Deus de seu horizonte, falsifica o conceito da realidade e só pode terminar em caminhos equivocados e com receitas destrutivas. A messe é grande, nos disse Jesus no Evangelho de hoje, todos, portanto, são convocados pelo Mestre para a missão.
Amados irmãos e irmãs, trata-se de reconstruir a totalidade. A totalidade da sociedade e, por conseguinte, do próprio sujeito. Fazê-lo no movimento constante de ruptura e superação da ode pós moderna e de suas estruturas alienantes que atravessam a pessoa. Fazê-lo oportunizando para que a sexualidade humana seja uma das expressões da plenitude do indivíduo totalizado. Fazê-lo numa atitude de acolhida para que o humano seja valor e não mercadoria.
Fazê-lo porque a nossa perspectiva é a do amor, e como nos lembra o evangelista João, o verbo precisa fazer-se carne para que habite entre nós. Vamos cristianizar o mundo moderno; chegar com nossa ação a tão diversos areópagos culturais; atrair essas multidões que se encaminham para tantas e tão diversas “seitas”; devolver à família sua genuína essência; enfim, instaurar todas as coisas em Cristo (Ef 1,10); inserir o Senhor no cerne de todos os valores humanos nos parecerá, talvez, algo quimérico ou inatingível. No entanto, essa meta tão alta foi alcançada por aqueles apóstolos que, depois da morte de Cristo, pela força transformadora de Pentecostes, ao converterem-se em outros Cristos, chegaram a transfigurar todo o fabuloso Império Romano.
Gostaria de afirmar também que somos tesouro, porém em vaso de argila, daí não podermos dar chance a distrações, a concessões, mesmo se pequenas. Ouçam esta história, não se trata de uma parábola, mas de um fato. Quando Leonardo da Vinci sentiu a inspiração de pintar a sua famosa “última ceia”, procurou um modelo vivo que deveria representar a figura de Jesus. Percorreu ambientes diversos, ruas e praças, até que encontrou um jovem que mostrava no seu rosto a limpidez, a transparência, a sensibilidade afetiva e, ao mesmo tempo, a firmeza e a virilidade: era a imagem ideal. O jovem ficou entusiasmado ao ver o seu rosto estampado no rosto de Cristo. Passaram-se quatro anos. Leonardo tinha pintado já quase todos os apóstolos, faltava Judas. Não encontrava o modelo. Procurou-o também longamente sem encontrar aquele que viria a representar a imagem da traição, da degeneração. Era difícil. Até que, por fim, encontrou um mendigo bêbado, atirado na sarjeta. O seu olhar tinha algo de duro, de falso, de ambíguo... Pareceu-lhe ter encontrado o que procurava. Ofereceu-lhe uma boa importância para posar. Ao terminar o quadro, o mendigo disse para Leonardo: “O senhor não me reconhece?”. E, diante da negativa do pintor, acrescentou, para assombro de Leonardo: “Pois eu servi de modelo para a figura de Jesus”. Em quatro anos aquele jovem sofreu um terrível processo degenerativo. Poderíamos perguntar: como pode isso acontecer? Não é de repente... Pequenas concessões, diminutas rebeldias.
Há em todos nós, caríssimos irmãos e irmãs, um Jesus e um Judas escondidos no mais íntimo de nossa alma. Estamos destinados a sermos outros Cristos, mas levamos também em nós os germes do velho Adão, do pobre Judas: tesouro preciosíssimo em vaso de argila.
Por isso devemos questionar o mundo através do testemunho da própria vida, unindo falar e o fazer, a fim de que aqueles que nos veem  possam dizer: Mas quem são estes? Quem é Jesus Cristo.
Aquele que é, pergunta a nós hoje: Quem ele é. Aqui está em jo1go a nossa identidade. Ele quer ser reconhecido: esse é o desejo fundamental do amor que se revela. O cristianismo é, na verdade a minha relação com Jesus, o meu amor ao meu Senhor em resposta ao seu amor por mim (cf GL 2,20).
Caríssimos, nossa missão é evangelizar a partir de Jesus Cristo, na força do Espírito Santo. Celebramos hoje a Páscoa de Cristo na vida e na ação evangelizadora de cada um de nós. Agradecemos sua fé e empenho missionário. E celebramos o Senhor que nos escolheu e nos enviou para sermos seus principais parceiros no ministério em favor da vida, assumido na Páscoa e dinamizado pelo dom do Espírito Santo, Dom de Deus para todos nós.
A Renovação Carismática Católica tem grande amor a Maria Santíssima, aquela que viveu a plena obediência da fé e escutou com o ouvido e o coração. Ela teve a vida totalmente modelada pela Palavra. Que ela faça de todos nós discípulos servidores da Palavra de Deus na missão da Igreja. Que ela continue sendo para todos nós Mulher Eucarística, servidora da Palavra, modelo para todos nós, chamados a gerar Cristo pela escuta da Palavra e participação na celebração dos sacramentos.
Pela intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe, assim invocada em nossa Catedral, na Tríplice Fronteira, a escuta da Palavra faça crescer nossa fé; pela fé, esperemos e esperando amemos (Santo Agostinho).



Dom Dirceu Vegini
Bispo Diocesano de Foz do Iguaçu

VIGÍLIA PASCAL

No Sábado Santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua Paixão e Morte, e abstendo-se do sacrifício da Missa até que, após a solene Vigília em que espera a Ressurreição, se entregue às alegrias da Páscoa.
A Vigília Pascal realiza-se a noite, antes da aurora do domingo. Há a celebração da luz, nas leituras meditamos toda a ação de Deus em favor do seu povo em toda a história da salvação, há ainda a liturgia batismal e a liturgia eucarística. Mesmo celebrada antes da meia-noite, a Missa da Vigília é a verdadeira missa do Domingo da Páscoa.

Orientações:

a) Pode continuar exposta durante o dia para a veneração dos fiéis, uma imagem do Cristo crucificado, ou morto bem como a imagem da Santíssima Virgem das Dores.
b) Pedir com antecedência que os fiéis tragam velas ou a paróquia oferecer.
c) Evite-se com todo o cuidado que os salmos da vigília sejam substituídos por canções populares.
d) No canto do “Glória”, tocam-se os sinos, e também se podem preparar fogos de artifício.
e) O círio Pascal é colocado no presbitério, ao lado do ambão. O pedestal onde ficará o círio poderá ser decorado com flores.
f) O tempo pascal vai até o dia de Pentecostes, nesse dia sairá solenemente do presbitério o Círio Pascal, o qual ficou todo esse tempo no presbitério. A partir desse dia só será usado, nas cerimônias do batismo e Crisma. (O Sacerdote poderá usar o Rito para apagar o Círio Pascal)
O que preparar:
Para o fogo:
a) Uma fogueira podendo ser na frente da Igreja e que seja bem expressiva, quer dizer, que sua luz possa clarear mesmo.
b) O Círio Pascal (que seja novo, nunca se deve reaproveitar o Círio do ano que passou).
c) Cinco cravos, com grãos de incenso colocados nos mesmos.
d) Um estilete, para fazer a incisão no círio.
e) Uma vela grande para o celebrante acender o círio com o fogo novo.
f) Lanterna para iluminar os textos que o celebrante há de recitar.
g) Pegador de macarrão, para o turiferário tirar as brasas acesas do fogo novo e colocá-las no turíbulo.
h) Candelabro para o círio pascal, posto junto do ambão.
i) Preparar um microfone e um bom som, para o celebrante e o comentarista, onde começara a cerimônia, com a bênção do fogo novo.
Para a liturgia batismal:
a) Recipiente com água;
b) Quando se administram os sacramentos da Iniciação Cristã: óleo dos catecúmenos, Santo Crisma, vela batismal, Ritual Romano.
c) Apagam-se as luzes da Igreja.
d) Mesmo não havendo batismo deve-se preparar um recipiente (sugiro talhas de barro) com água para a aspersão.
e) Caldeirinha (vazia) com hissope para a hora da aspersão.
Benção do Fogo e Preparação do Círio:
a) O Celebrante vai com paramentos brancos, à sua frente vai um dos acólitos ou Ministro com o Círio Pascal.
b) Não se leva a cruz processional nem velas acesas.
c) O turiferário leva o turíbulo sem brasas com a naveta.
Procissão:
a) Depois de acender o Círio, o celebrante deita o incenso no turíbulo, se houver diácono ou padre concelebrante este levará o Círio Pascal, na falta destes o Celebrante principal o levará.
b) Organiza-se a procissão que entra na Igreja. À frente de quem leva o Círio (Padre ou Diácono), vai o turíbulo fumegando. Seguem-se outros ministros, coroinhas e todo o povo com as velas apagadas na mão.
c) À porta da Igreja, o celebrante (ou diácono) erguendo o Círio canta: “Eis a luz de Cristo!” e todos respondem: Graças a Deus!
d) Depois, o celebrante principal (ou diácono) avança até ao meio da Igreja, pára e, erguendo o Círio, canta a Segunda vez: “Eis à luz de Cristo!” e todos respondem: Graças a Deus! Todos ascendem as suas velas. Passando o lume de uns aos outros.
e) Ao chegar diante do altar, o celebrante (ou diácono) pára, e, voltado para o povo, canta pela terceira vez: “Eis a luz de Cristo!” e todos respondem: Graças a Deus! Em seguida coloca o Círio no candelabro preparado junto do ambão.
f) Acenden-se todas as luzes da Igreja.
Precônio Pascal:
a) O celebrante deita incenso do turíbulo e benze-o como para o Evangelho na Missa.
b) Havendo diácono ou padre concelebrante este fará a proclamação da Páscoa.
c) Enquanto isso da cadeira o celebrante principal segura uma vela acesa na mão, de pé, para ouvir o precônio pascal.
d) Todos se conservam igualmente de pé com as velas acesas na mão.
e) Terminado o precônio pascal, todos apagam as velas e sentam-se.
f) Após a última leitura do Antigo Testamento, com o seu responsório e respectiva oração, acendem-se as velas do altar e é entoado solenemente o hino: “Glória a Deus nas alturas” neste momento tocam-se os sinos, e os demais instrumentos que até então estavam silenciosos. Neste momento, também o altar é decorado com arranjos de flores, que deverão estar preparados na sacristia.
g) Na proclamação do Evangelho, não levam as velas, somente o turíbulo fumegando.
h) Após o Evangelho, faz-se a homilia; proceda-se a liturgia batismal, se houver.
i) Havendo batismo, sua liturgia efetua-se junto a pia batismal ou mesmo no presbitério. Onde por antiga tradição, o batistério estiver localizado fora da Igreja, é lá que se tem de ir para a liturgia batismal.
j) Primeiro faz-se a chamada dos catecúmenos, que são apresentados pelos padrinhos ou se forem crianças, levados pelos pais e padrinhos.
k) A liturgia batismal acontecendo no presbitério, após a monição do celebrante principal, segue-se a ladainha cantada, à qual o povo responde, de pé, por ser tempo pascal.
l) Terminada a ladainha, o Celebrante principal, de pé, junto da fonte batismal, com as mãos estendidas, benze a água. Pode-se introduzir na mesma água o círio pascal, uma ou três vezes, como vem indicado no missal.
m) Terminada a benção da água e dita a aclamação pelo povo, o celebrante principal, interroga os “eleitos” adultos, para que façam à renúncia, segundo o Rito da Iniciação Cristã dos adultos, e os pais ou padrinhos das crianças, segundo o Rito para o batismo de criança.
n) Faz-se agora a unção com o óleo dos catecúmenos.
o) O celebrante interroga os eleitos a cerca de sua fé. Tratando-se de crianças, pede-se a profissão de fé dos pais e padrinhos ao mesmo tempo.
p) Após o interrogatório, o celebrante batiza os eleitos.
q) Terminado o batismo, acontece a unção com o óleo da crisma.
r) Após a unção o celebrante, acende avelã no Círio Pascal.
s) Terminada a ablação batismal e os atos complementares e efetua-se, o regresso aos bancos, em procissão e com as velas acessas. Durante o retorno, canta-se um canto batismal.
t) Sendo batizados adultos, é administrado-lhes também o sacramento da confirmação.
Renovação das Promessas do Batismo:
a) Concluído o rito do batismo e da confirmação, ou, se não tiver havido nenhum nem outro, após a benção da água, o celebrante principal estando de pé voltado para o povo, recebe a renovação das promessas da fé batismal dos fiéis, que se conservam de pé com as velas acessas na mão.
b) Terminada a renovação das promessas do batismo, o celebrante principal ajudados pelos padres concelebrantes ou diáconos, se houver, asperge o povo com água benta, enquanto isso se canta um canto de sentido batismal.
c) Por fim, a missa decorre como de costume, e com solenidade.
d) Em algumas paróquias tem-se o costume de fazer a procissão do Senhor Ressuscitado e do triunfo de Nossa Senhora. Portanto, a Imagem de Jesus Ressuscitado, deve estar em um andor devidamente ornado para a procissão ou carreata após o término da Vigília pascal.
(Fonte: site Pesbíteros)  

CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR

Na tarde da sexta-feira, às três horas, procede-se à celebração da Paixão do Senhor, que consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Com toda a Igreja, nos colocamos aos pés da Cruz em oração e adoração, trazendo as dores de toda a humanidade. Também fazemos neste dia a oferta para os Lugares Santos.

Orientações

a) Neste dia não se celebra a Eucaristia.
b) Guarda-se o jejum e a abstinência.
c) Só se celebram nestes dias os sacramentos da Unção dos enfermos e da Confissão.
d) Prepara-se tapete e almofadas para os sacerdotes (presidente e concelebrantes).
e) Os sacerdotes prostam-se os demais ministros, coroinhas e povo ajoelham-se.
f) Prepara-se uma cruz que deve ser esplendorosa coberta com um véu vermelho e dois castiçais com velas (na credencia no fundo igreja).
g) Durante a adoração e o beijo devocional, canta-se hinos apropriados e salmos.
h) Depois da comunhão proceda-se à desnudação do altar, deixando a mesma cruz no centro do altar, com quatro castiçais.
i) Pode-se fazer até a hora da procissão do Senhor Morto a via-sacra.
j) Tendo a procissão do Senhor Morto, pode-se deixar o esquife a veneração pública, juntamente com a imagem de Nossa Senhora das Dores. Na procissão recomenda-se silêncio e orações e também o uso das matracas, bem como um carro de som com canto gregoriano, ou cantos penitenciais.
Na credencia:
a) Missal
b) Lecionário
c) Toalhas para o altar
d) Corporais com sangüíneos
e) Purificatório
f) Velas para o altar.
g) Âmbulas

(Fonte: site Pesbíteros) 

MISSA VESPERTINA DA CEIA DO SENHOR

A missa da Ceia do Senhor, que é celebrada na quinta-feira santa, obrigatoriamente deve ser celebrada depois do meio-dia, com a presença do maior número de fiéis. Esta missa dá início ao Tríduo Pascal e nela recordamos a instituição da Sagrada Eucaristia e do sacerdócio e há o gesto do lava-pés. 

Orientações:

a) Inicia-se o tríduo sagrado, chamado também de o “Tríduo do crucificado, do sepultado e do ressuscitado”.
b) Cruz processional, velas, turíbulo fumegando.
c) Matracas.
d) Pode-se entrar na procissão de entrada os santos óleos que foram abençoados pela manhã na Catedral pelo Sr. Bispo. Prepara-se no presbitério uma mesa para colocá-los. Para serem levados ao presbitério os santos óleos, poderiam três jovens vestir túnicas das respectivas cores dos óleos: ROXO (óleo dos enfermos); ROSA (óleo do Crisma); BRANCO (óleo do batismo).
e) Pode ser decorado perto do altar e nunca em cima do mesmo, com pão, uva, vinho.
f) Antes da celebração, o sacrário deve estar vazio. As hóstias para a comunhão dos fiéis devem ser consagradas na mesma celebração da missa de maneira suficiente para o dia seguinte também (Sexta-feira santa).
g) Reserve-se uma Capela para conservação do Santíssimo Sacramento e seja ela ornada de modo conveniente, para que possa facilitar a oração e meditação: recomenda-se o respeito
daquela solenidade que convém à liturgia destes dias, evitando ou renovando qualquer abuso contrário.
h) Durante o canto do hino do “Glória” tocam-se os sinos (da torre e do altar). Concluído o canto eles ficarão silenciosos até o “Glória” da Vigília Pascal.
i) O órgão ou outros instrumentos a partir do canto do “Glória”, só serão utilizados para sustentar o canto. De maneira que não se use nem bateria e nem pandeiros…
j) Seja conservada para o lava-pés a escolha de alguns homens, e como sugestão podendo ser 12 que significa os 12 apóstolos. Neste momento o celebrante retira a casula e cinge-se com uma toalha grande que possa ser amarrada à cintura e ao mesmo tempo enxugar os pés dos discípulos, a casula ficará aberta sobre o altar. Após terminar o lava-pés e ter lavado as mãos vestirá novamente a casula. Pode ser dado para os homens um pão.
k) Na procissão do ofertório tendo sido feita uma conscientização na comunidade, a comunidade pode fazer doação de alimentos não perecíveis para os menos favorecidos, como nos sugere o Missal Romano.
l) Na consagração, não se toca a campainha e sim as matracas.
m) Após a oração da comunhão, forme-se o cortejo, passando por toda a Igreja, que acompanha o Santíssimo Sacramento ao lugar da reposição. A procissão é precedida pelo cruciferário, as velas, o turíbulo fumegando e as matracas.
n) Usa-se a Umbela para cobrir o Santíssimo.
o) Nunca se pode fazer a exposição com o ostensório. (A reserva Eucarística deverá ficar dentro do sacrário).
p) Na adoração até a meia-noite, pode ser lida uma parte do evangelho segundo João Cap. 13-17. Após a meia noite, esta adoração seja feita sem solenidade já que começou o dia da paixão do Senhor. Recomenda-se o silêncio.
q) A capela do Santíssimo pode ser ornada com flores, com todo esplendor.
r) O sacerdote deveria usar pluvial e véu umeral festivo na transladação do Santíssimo Sacramento em direção ao altar da reposição. Na falta do Pluvial use pelo menos o véu umeral sobre a túnica ou alva com estola.
s) Concluída a missa é desnudado o altar da celebração. Convém cobrir as cruzes da Igreja com um véu de cor vermelha ou roxa.
Para a missa deve-se preparar:
a) Âmbulas com partículas para consagrar para essa missa e para a Sexta-feira;
b) Véu de ombros;
c) Turíbulo com naveta;
d) Tochas e velas;
Para o lava pés:
a) Assentos para os homens designados;
b) Jarro de água e bacia;
c) Toalha para enxugar os pés;
d) Sabonete (para o sacerdote lavar as mãos)
(Fonte: site Pesbíteros)